A Artista

ORIGENS
Criada em Cupira, uma pequena cidade do interior de Pernambuco, Elielce Soares desde cedo demonstrou uma afinidade natural com as artes. Cresceu cercada pelo talento multifacetado de seu pai, Romeu Soares. Ele não só esculpia em madeira e trabalhava com couro, como também era compositor e cantor, influenciando profundamente a sensibilidade artística de sua filha e o desenvolvimento de suas habilidades manuais.
Ao longo dos anos, experimentou diversas artes manuais, como bordado, crochê, costura, papel machê, bijuterias, entre outras. Aos 15 anos, mudou-se para Petrolina, onde iniciou uma nova fase de sua vida. Cursou Letras na Universidade de Pernambuco, mas seu coração sempre batia mais forte pelas artes visuais. Aos 19 anos, deu os primeiros passos formais em sua formação artística, realizando um curso de arte em vitral.
APRENDIZAGEM
Aos 25 anos, uma nova mudança a levou para Recife, onde se casou e teve duas filhas. Contudo, foi em 1994, ano em que retornou a Petrolina, que Elielce mergulhou de vez no mundo das artes.
Começou a pintar e desenhar com caneta nanquim, explorando as nuances dessa técnica e, em 2001, fez um curso de pintura em aquarela no SESC/Petrolina. Porém, a sede de aprimoramento a levou a buscar mais conhecimento, e assim, fez um curso de pintura a óleo com o Professor Alberto Simões, participando também de exposições coletivas que deram visibilidade a suas telas.
Em 2008, a vida a trouxe de volta a Recife, onde reside até hoje. Ali ela continuou sua jornada de aprendizado, fazendo um curso de desenho e pintura com o Professor Joaz Silva, que ajudou a refinar suas habilidades e expandir seu repertório técnico.

Primeiro estudo com nanquim

Com o professor Alberto Simões no 1º Salão de Artes Plástica de Petrolina (2003)

Elielce e o mestre Joaz Silva




TEMÁTICAS
Elielce desenvolve um trabalho marcado pela diversidade de temas e técnicas. Sua produção abrange animais, paisagens, figuras humanas e composições abstratas, revelando um olhar atento às formas e à expressividade das cores.
A artista transita com naturalidade entre diferentes meios, da aquarela ao nanquim, da acrílica ao óleo, explorando as possibilidades de cada material em um diálogo constante entre experimentação e expressão artística.
Atualmente, integra o Coletivo Raiz, localizado no Recife Antigo, onde participa de exposições e mantém uma produção intensa e contínua. A arte, que sempre a acompanhou, ganhou novo significado nos últimos anos, tornando-se uma força vital em sua trajetória e expressão.




